quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Desencontro"

"Desencontro"

Certa vez acreditei numa paixão,
Entregando-a meu coração
Em troca: ilusão e densa frustração,
Deixando-me no vazio, profunda imensidão

Enquanto para mim uma história que vivi,
O outro lado apenas passastes por ali...
O que parecia-me intenso e novidade,
para ela, nada mais do que a normalidade

E os anos que não tinha
Poucas camas em que dormi
Tempos diferentes na "folhinha"
Um sentimentalismo a ruir...

Hoje não vejo mais graça
Naquele romantismo em minha essência
Na certeza de que tudo passa,
deixando fria minha existência.

Costa, B. V (dez/2010)

sábado, 2 de outubro de 2010

A incompatibilidade

"A incompatibilidade"

De manhã, um novo dia
Muita positividade e alegria
Sim! É possível, basta querer...
A tarde uma nuvem permeia
Muita ansiedade e um temer
Sem saber pelo que se teme e se anseia
Muitas lágrimas a correr...
Não é possível cobrar um entendimento
No mundo não toleram aparências frágeis
Os quietos, quase apáticos, incomodam
Um tormento
Nos dias de hoje
Perde-se aquilo que se tem dentro
Ter um coração que ama é quase descartável
Ter um cérebro que não o acompanha é lamentável
Muito acelerado, se precipita...
Muito lento, se complica....
Incompatível com aquilo que se sente
É praticamente intragável
Passamos a escolher
De quem gostar,
Com quem queremos conviver
Quem quer alguém diferente?
Evitamos os transtornos
Ufa, assim é melhor
Menos uma coisa para eu me preocupar
E não se dão conta que a normalidade
E a qualidade de vida são alcançáveis
Pesquisa, tecnologia e força de vontade
Um corpo, uma mente, dois que se tornam um
Esta unidade não é perfeita,
Mas, pode funcionar bem
Inúmeras qualidades e alguns defeitos
Defeitos estes quase insuportáveis...
Insuportáveis, chegam a irritar...
Mas, por que sentimos coisas assim?
A culpabilidade não é singular, é coletiva
A individualidade é mais aceitável
Ser prático, ágil, ser super, apenas um
Cumplicidade, partilha, união, doação
Tornaram-se coisas fora do padrão
Uma anomalia, uma bobagem...
Porém, ainda assim, se houvesse escolha
 Escolheria ser anormal e boba...

COSTA, B. V (2010)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sem título "2"

Sem título "2"

É difícil controlar o pensamento
Quase impossível o sentimento
Fácil falarem o que é certo
Mas, é ruim não te ter por perto

Mais uma vez um gostar
E uma sensação a atormentar
Não sei de você, nem do seu dia
Pode ser que há tristeza ou alegria...

Simplesmente uma distância,
E no meu corpo uma lembrança,
Fecho os olhos para não pensar
Que bom seria poder te abraçar

Mas, não posso, nem poderia
Meus desejos diferem dos seus
Minhas vontades noite e dia,
De um querer que é só meu....

COSTA, B.V

Luz a brilhar (para Cintia Luz)

“Luz a brilhar”

Três irmãs, Cintia, Silvia e Helen,
Trajetórias diferentes
De uma história que se repete
Viver no mundo das quadras,
Sendo atleta de basquete.
Esforço, dedicação e talento
Que de tão grandes não se medem

Cada qual com o seu jeito
Uma armadora e duas laterais
Mas, um conjunto perfeito
Das qualidades que são plurais

Posição, estilo, arremesso,
Tendo o esporte como apreço
Para uma vida se dedicar
Luz é o sobrenome
Tal como ele a brilhar.

COSTA, B.V (2010)

“Imagem que não se projeta”

“Imagem que não se projeta”

São tantas as diferenças,
Jeitos, mitos e crenças
Tudo é tão incerto,
Estando longe ou perto.

Imagine-se numa estrada,
Sem destino ou parada
Apenas seguindo em frente
Ao encontro do de repente...

Pois, nada é previsível,
Tão pouco é entendível
Esbarra-se num carinho
Ou em um *sofrimentinho...

O que posso dizer
Mesmo que sem querer
É que algo eu sinto
Sobre isso não finjo ou minto

Sentimento sem nome, mas sincero
E isto é apenas o que espero
Não se mede sua intensidade
Ou sua indefinida quantidade

Algo me aproxima e me distancia,
Puxa-me, afasta-me, vicia.
E que seja sua leveza
Sentir na graça e beleza...

E o nome sem nome,
Que meu tempo consome
Pensamentos, desejos e um bem querer
Gosto de você, nisto pode crer

(COSTA, B.V, 2010)


* sofrimentinho: expressão utilizada em um determinado contexto de vida, sendo que para quem destinou-se essa poesia, entenderia seu significado...

Sem título...

Sem título...

Sinto algo diferente,
Intenso, mas, sem definição.
Contudo, sou transparente,
E ajo com o coração.

Se me assusta a praticidade,
Me encanta o sorriso,
Se são tantas as verdades,
Talvez seja o preciso...

Para muitos problemas,
há algumas soluções,
dos impasses e dilemas,
quem dera as convicções...

Maluquice, loucura...
Quem é normal?
da meiguice à bravura,
O que é real?

Na dureza do mundo,
ainda pulsa um coração,
se abriga o profundo,
desobriga a exatidão...

COSTA, B.V (2010)

domingo, 26 de setembro de 2010

"Imagem Real"

"Imagem Real"

Mesmo que,
Os beijos não possam ser repetidos
Os abraços por um tempo sejam proibidos
Todo sentimento seja silenciado
Como se estivesse profundamente adormecido
E que tudo parecesse terminado

Sei que,
Lá, dentro de mim, em meu coração
Tudo será possível mesmo que contido
Pois, será apenas proibido e não esquecido
Porém, será vivido não com a espontaneidade da emoção
Mas, com a sensatez, imposição de uma suposta razão

COSTA, B. V (2004)

"A busca da felicidade"

"A busca da felicidade"

Sentimento que invade
Percorre a noite, o luar
Onde está a felicidade?
No céu, terra ou mar...

A busca eterna
Que faz um bem querer
A estrela fraterna
De todo o viver

Dentro do corpo  mente
Carrega a emoção
É tão intensamente
Salta pelo coração

Felicidade almejada
Força e determinação
A mais sonhada
Minha única razão

COSTA, B. V (2001-2002)

"Corpo, Alma e Coração"

Corpo, Alma e Coração

Voz que acalma
Corpo e coração
Tranquilidade da alma
Cheia de razão

Combinação certa
No momento de desespero
Mais que um alerta
Um ato certeiro

Gestos fraternos
Que trazem a esperança
São sentimentos eternos

Que viverão
E vivem intensamente
No corpo, alma e coração

COSTA, B. V (2000)

"Saudades"...

"Saudades"...

Saudades de alguém distante
Que cada dia que passa
Deixa o meu amor mais constante
E a esperança me abraça

De vontade de te ver
E por alguns momentos
Eu te ter e poder
Declarar meus sentimentos

Que por esta condição
De muitas ausências
Afligem meu coração
Mostrando-me as evidências

Realmente me apaixoner
E não sei o que mais
O que fazer eu terei
Para viver em paz

COSTA, B.V (2000)

"Instável mas estável"

"Instável mas estável"

Pássaros cantam a melodia
Ventos balançam as folhagens
Tudo está em harmonia
Como uma linda passagem

De repente o sol foi embora
Trovões surgem no ar
A chuva cai agora
Como lágrimas a derramar

O final da tempestade
Deu início ao anoitecer
Com estrelas da felicidade
E um sorriso fez merecer

O tempo muda a cada instante
Com uma sensação de insegurança
A vida se torna inconstante
Estável só a esperança

COSTA, B.V (2000)

"Até aonde"

"Até aonde"...

"Até aonde" é bom ter limites
Controlar os sentimentos
E viver de palpites

"Até aonde" posso chegar
Voando com os pensamentos
Não querendo parar

"Até aonde" vou aguentar
Viver só de momentos
É tão difícil mudar

"Até aonde" quero ir
Talvez voar com os ventos
E não parar de sorrir

COSTA, B.V (2000)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"Amor ou paixão"?

"Amor ou paixão"?

Tudo parece diferente
Um sentimento despertou no coração
Foi tão de repente
Não se sabe se é amor ou paixão

Mas o que é amor,
Sem ter paixão?
Ambos transmitem calor
E uma forte emoção

Dizem que amor é verdadeiro
E que a paixão
Este sentimento é passageiro
Quem tem razão?

Para que diferenciá-los
Pois juntos levam à felicidade
Não vale a pena condená-los
E sim vivê-los na realidade


COSTA, B. V (1999-2000)

"Os pensamentos"

"Os pensamentos"

Voando com os pensamentos
Não sabemos aonde vamos chegar
E relembramos momentos
Que nem sempre queremos lembrar

A rapidez é como a dos ventos
Traz e leva como o mar
Precisamos estar atentos
Para não nos magoar

Alguns são apenas lembranças
Que já foram superadas
Outros são de esperanças
Que serão conquistadas

O inconsciente é de repente
Parece uma grande magia
Nunca se sabe o que vem pela frente
Talvez seja tristeza ou alegria

COSTA, B. V (1999-2000)

"O sonho"

"O sonho"

Brilha a luz das estrelas
Logo, logo o sol vai raiar
Certamente irei acordar
De um sonho dierente
Que muda a realidade
Pode ser inconsequente
Mas me traz a felicidade
Flores colorem o dia
Os ventos trazem os momentos
Que refletem os a alegria
E renascem os pensamentos
Com uma enorme sensação
Que novamente a liberdade
Salvará meu coração
Com caminhos da verdade
Seguidos dos de ilusão.


COSTA, B. V (1999-2000)

Amar...

"Amar"...

Amar é sonhar, gostar e perdoar
É viver o amor intensamente
E nunca se preocupar
Com o que vem pela frente

COSTA, B.V (1999-2000)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Viver...

"Viver"

A vida só é vivida
Quando se está cercada de amor
De amigos e pessoas queridas
E nunca existir rancor


COSTA, B. V
(1999-2000)

"Procura-se..."

"Procura-se..."

Onde está aquele amor?
Louco e intenso
E muito sincero
Que não faça sentir dor
E não precisa ser imenso,
Mas que seja como quero
Nada de ilusão
O mais importante
É combinar com meu coração.

COSTA, B. V
(1999)

" Medo de ser feliz"

" Medo de ser feliz"

A vida e o tempo passaram
Junto com eles foram-se os momentos
As tristezas e saudades ficaram
As alegrias voaram com os ventos

Tudo poderia ser diferente
Porque existiam soluções
Mas foi inconsequente
Não seguindo as emoções

Não sorriu quando queria,
De orgulho e de mau-humor
Não chorou quando sofria
A dor de um amor

Hoje pensa no tempo perdido
Por não ter escutado seu coração
E também não ter vivido
Aquela grande paixão

COSTA, B. V
(1999)

" Incerteza"

"Incerteza"

Os obstáculos do amor
São complicados,
E fazem sentir dor,
Mas se estiver apaixonado,
Vale a pena querer,
Ultapassá-los é arriscado,
Maior do que o risco é o sentimento de viver
Sem ter quem ama ao teu lado,
Arrependa-se do que faz,
E não do que não fez,
Porque não saberá o que ficou para trás
E não terá a chance outra vez,
De viver e amar,
Vencer as dificuldades,
Então encontrar
A verdadeira felicidade

COSTA, B.V
(1998-1999)

"A razão"

"A razão"

A noite cai sobre o dia,
O brilho das estrela surge na imensidão,
A lua reluz a magia,
Então aparece a triste solidão.

Nem ao menos o brilho das estrelas,
Consegue conter a dor no coração.
Onde estão as coisas boas? Quero vê-las!
Qual a razão?

Talvez um amor perdido,
Uma triste realidade,
Nada de bom ter acontecido,

Não sei se existe,
A verdadeira felicidade,
Só tenho um palpite...

COSTA, B. V
Data (1998-1999)