domingo, 27 de fevereiro de 2011

"Os sentimentais"

Não importa o que pensam sobre aqueles que se doam e que vivem uma espécie de sentimentalismo inato.
Não importa que o fim, o meio ou o começo seja mais intenso em sentir do que para os outros. Tanto para bons ou maus desfechos.
Para este grupo sentimental algo pequeno e, aparentemente, sem importância, se torna em um dado momento muito importante, podendo derramar lágrimas que aos olhos de muitos são injustificáveis. Porém, nada se comparara a aquilo que é sentido de bom quando estes sentimentais estão com bons sentimentos dentro do coração.
Ao contrário do que muitos pensam, os sentimentais ou românticos não vivem somente no mundo das idéias ou dos sonhos, ou seja, literalmente, no “mundo da lua”. Reconhecem que o amor não seja algo que se encontre de repente, em uma piscadela de olhos. Sabem que mesmo nas trocas de bons sentimentos entre os pares, o amor pode ou não acontecer. Portanto, o romântico não vive somente em função daquilo que soa de forma muito poética: de uma linda história de amor.
Todos que cruzam seus caminhos e que passam a fazer parte de algo em comum, independentemente da duração, de alguma forma inspiram as constantes buscas em ser feliz e de compartilhar um sentimento bom e verdadeiro.
Sentir-se bem, demonstrar o que se sente, se torna quase que uma sina, grande é a dificuldade em equilibrar aquilo que se pode revelar, pois o romântico ou sentimental perde cada vez mais espaço.
Impera nos dias de hoje que aqueles que menos sofrem são os mais racionais e normais, porém, ignoram que estes são os que menos têm o privilégio de chorar ou rir, deixando falar o coração. Se até mesmo a ciência não explica fielmente esta morada do sentir, então, por que temos a necessidade de entendermos o não entendível?  

“Homenagem à Helen Luz”

“Homenagem à Helen Luz”

Basquete feminino no Brasil tem sua história,
Momentos tristes, mas também felizes e de glória
Gerações que mudam, trilhando suas carreiras
Uma legião de atletas a superar muitas barreiras

Objetivo de ser campeã, de ganhar medalha
De fora assistimos ao jogo: àquela batalha
Mas até chegarem ali, árdua foi a rotina
Treinos, dores, privações: tudo sob a cortina

Porém, aos nossos olhos o brilho na quadra sempre reluz
Hoje é dia de festa e de homenagem à atleta Helen Luz
Não é preciso entender muito, apenas ver os seus feitos
Conquistas de Mundial e Olimpíadas, desfechos perfeitos

O amante do esporte aprecia os guerreiros
Aqueles que se esforçam e lutam, honram os brasileiros
Vencem na vida, mas não perdem suas referências
Coração, família, Deus e boa índole como essências

Assim, fez-se o retrato dessa atleta vitoriosa
Que se despediu das quadras de forma honrosa
Fica aqui, sem métricas, uma poesia de reverência
Para quem juntou seu nome aos de Paula e Hortência

Isso porque o basquete feminino apresenta essas estrelas
Estudar basquete, aprender basquete e lá estamos a revê-las
Certamente Helen Cristina está entre as melhores atletas nacionais
“Luz” que contribuiu, permanece, eternizando-se entre os especiais.

COSTA, B.V (fev 2011)