Dilemas de práticas no cotidiano escolar
por Bruna Varoto, domingo, 3 de abril de 2011 às 04:12
Ouvi um dia que se tornam um,
Pessoa- professor, professor- pessoa
Uma identidade, algo em comum,
Agregados em si, navio e proa...
Tenho sim uma certeza na vida
Sei e sinto: amo o que faço
De cima, a crítica de julgamento embutida
De baixo, reconhecimento, carta e abraço
Tal metáfora numa hierarquia
Se expressa direção e alunado,
Se a incompreensão do alto de te desestabilizaria
A compreensão dos menores torna-te capacitado
Indagou-me uma experiente professora:
Não pareces gostar muito do que fazes...
Que decepção para mim aquela educadora
Seus olhos mostraram-se obscuros e incapazes
Pergunto,
O que para ela demonstraria amar a docência
Seriam aulas, posturas, rotinas e atitudes perfeitas?
Para mim se faz contrária essa equivocada advertência,
Triste o desfecho de construções que foram por outros mal feitas...
Amar a docência é comprometer-se com os discentes,
Não privá-los dos seus direitos, ensinar e aprender
Tentamos acertar sempre, mas podemos errar de repente
Pergunto-me novamente,
O significado de controle está assim tão próximo do bem querer?
Sinto-me triste pela leitura de minha prática de forma abrupta e distorcida,
Educação Física escolar não é fila, ordem ou professor controlador
Mas sim, movimento, vivência, jogo, barulho e expressões não reprimidas,
Longe de uma prática modelo, mas perto de uma que tenha algum valor.
É nisso que acredito, práticas que tenham significados...
Desacreditando sempre nas pessoas que fazem do cotidiano escolar
Uma extensão do sistema que nos violenta simbolicamente.
(COSTA, B. V abril, 2011)
Pessoa- professor, professor- pessoa
Uma identidade, algo em comum,
Agregados em si, navio e proa...
Tenho sim uma certeza na vida
Sei e sinto: amo o que faço
De cima, a crítica de julgamento embutida
De baixo, reconhecimento, carta e abraço
Tal metáfora numa hierarquia
Se expressa direção e alunado,
Se a incompreensão do alto de te desestabilizaria
A compreensão dos menores torna-te capacitado
Indagou-me uma experiente professora:
Não pareces gostar muito do que fazes...
Que decepção para mim aquela educadora
Seus olhos mostraram-se obscuros e incapazes
Pergunto,
O que para ela demonstraria amar a docência
Seriam aulas, posturas, rotinas e atitudes perfeitas?
Para mim se faz contrária essa equivocada advertência,
Triste o desfecho de construções que foram por outros mal feitas...
Amar a docência é comprometer-se com os discentes,
Não privá-los dos seus direitos, ensinar e aprender
Tentamos acertar sempre, mas podemos errar de repente
Pergunto-me novamente,
O significado de controle está assim tão próximo do bem querer?
Sinto-me triste pela leitura de minha prática de forma abrupta e distorcida,
Educação Física escolar não é fila, ordem ou professor controlador
Mas sim, movimento, vivência, jogo, barulho e expressões não reprimidas,
Longe de uma prática modelo, mas perto de uma que tenha algum valor.
É nisso que acredito, práticas que tenham significados...
Desacreditando sempre nas pessoas que fazem do cotidiano escolar
Uma extensão do sistema que nos violenta simbolicamente.
(COSTA, B. V abril, 2011)
Parece que sua vida é ser professora!
ResponderExcluirAma o que faz e neste poema a evidente paixão e a total dedicação a causa, tornam-se meros detalhes diante da magnitude que coloca em tais palavras. Parabens!