Se tivesse que definir em poesia ou verso
Trinta dias diferentes que eu vivi
Diria que conspirou o universo
Na velocidade e na distância entre lá e aqui
Deixaram-me sentir o gosto e o desgosto
Daquilo que vivenciei e não vivenciei
Gravando-se em mim um jeito e um rosto
E mais aquilo que inconsciente fixei
Não falo de amores e paixões ao certo
Mas de algo que pela vontade nomearia
Em desejo de seguir mais de perto
Não diferente do toque em alegria
Se escrevo na tempestade sublime
É porque depois dela almejo a fugaz calmaria
Nas palavras internas ou externas nada se reprime
Posso aliviar-me então, seguindo em paz e em harmonia
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